Marina Lima homenageia irmão em novo álbum: 'Era uma necessidade de me despedir dele'

Marina Lima homenageia irmão em novo álbum: ‘Era uma necessidade de me despedir dele’ Em entrevista ao g1 nesta quinta-feira (16), Marina Lima falou sobre...

Marina Lima homenageia irmão em novo álbum: 'Era uma necessidade de me despedir dele'
Marina Lima homenageia irmão em novo álbum: 'Era uma necessidade de me despedir dele' (Foto: Reprodução)

Marina Lima homenageia irmão em novo álbum: ‘Era uma necessidade de me despedir dele’ Em entrevista ao g1 nesta quinta-feira (16), Marina Lima falou sobre o novo álbum, “Opera Grunkie”, a morte do irmão Antonio Cicero, em 2024, e as críticas recebidas ao trabalho recente. A cantora foi entrevistada ao vivo no g1 Ouviu, podcast e videocast de música do g1. A conversa está disponível em vídeo e em formato de podcast no g1, no YouTube, no TikTok e nas plataformas de áudio. Durante a entrevista, Marina detalhou a composição de “Meu Poeta”, faixa de “Opera Grunkie” feita em homenagem ao irmão. “Eu precisei fazer esse disco porque era uma necessidade de me despedir dele, de dizer o quanto eu o amava. Cada música tem uma história, e essa era uma parte que eu não tinha como pular”, afirmou. Marina Lima no g1 Ouviu Kaique Mattos/g1 A cantora também falou sobre a concepção do novo trabalho. “A minha forma de expressão é através da música. A música é como se fosse o mar para mim. Tudo é um desafio para conseguir nadar e me expressar”, disse. Críticas ao novo álbum Com 50 anos de carreira, Marina explicou por que não costuma lançar álbuns com regravações. “Eu não tenho necessidade de olhar para trás, a não ser em indagações muito íntimas. Eu vivo o meu presente. Enquanto eu tiver saúde, é isso que me interessa”, comentou. Ao falar das críticas recebidas por “Opera Grunkie”, afirmou: “O que me chocou foi compararem meu trabalho atual com músicas feitas há 40 anos. O mundo mudou. Eu não fiquei parada no tempo”. Marina disse ainda ter cancelado a assinatura da “Folha de São Paulo” após uma crítica do jornal que definiu o disco como o pior de sua carreira. Segundo a cantora, esse tipo de julgamento dificilmente seria feito se o álbum fosse assinado por um homem. A artista também refletiu sobre o repertório de outros nomes populares do gênero. “Não sou tão ligada às letras da Taylor Swift, por exemplo. Acho ela talentosa, mas as letras são adolescentes”, avaliou. “Não fico buscando gente mais nova para me associar. Eu busco ouvir gente mais nova para eu achar que ainda tenho alguma liga com coisas mais novas. Alguns assuntos são eternos”, concluiu. Marina Lima no g1 Ouviu Kaique Mattos/g1 Anitta e Fernanda Montenegro Marina comentou ainda sobre a amizade com Fernanda Montenegro e a importância da atriz em sua vida. “Eu não quero minha velhice seja idiota. Isso foi dito para mim pela Fernanda Montenegro, a mulher que mais me ensinou coisas. Ela me dá dicas para superar coisas que não estou entendendo”. A cantora exaltou também o impacto cultural de Anitta e a liberdade estética trazida pela artista. “A Anitta foi muito importante, ela foi a primeira pessoa com essa linguagem do corpo. O trabalho da Anitta foi libertador com essa coisa de falar do corpo. A Anitta meio que liberou minha bunda”, brincou. Ela comentou ainda que não tem acompanhado muitos artistas atualmente por causa do lançamento do novo álbum, mas citou alguns nomes que costuma ouvir. “Eu ouço Billie Eilish, Beyoncé, Anitta. Eu gosto de coisas que mexem comigo. Eu não gosto muito de pureza”.