Crédito da imagem: Divulgação / Jorge Bispo

Legião Urbana resiste com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá pela força do repertório e de Renato Russo

Mauro Ferreira


Banda que mais personificou o fervor do rock no Brasil dos anos 1980 e 1990, a Legião Urbana está enraizada na memória afetiva dos devotos de Renato Russo (1960 – 1996), espécie de messias do universo pop nacional.

Russo foi o corpo e a alma da Legião Urbana. Mas o carisma do vocalista e principal compositor do grupo sempre foi amplificado por repertório igualmente forte, empático, de valor perene.

É a força desse repertório que sustenta e mantém Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá em cena com shows celebrativos desse cancioneiro. De outubro de 2015 a dezembro de 2016, eles estiveram nos palcos do Brasil com a turnê comemorativa dos 30 anos do primeiro álbum da banda, intitulado Legião Urbana e lançado em 1985.

Feita em meio às pendengas judiciais dos dois remanescentes da formação original da banda com o filho e herdeiro de Renato Russo (1960 – 1996), Giuliano Manfredini, a turnê nacional do show Legião Urbana XXX anos deu tão certo que Dado e Bonfá anunciam esta semana a realização de nova turnê.

Desta vez, o roteiro estará centrado nos repertórios dos álbuns Dois (EMI-Odeon, 1986) – disco pautado por lirismo contemplativo e ecos de bandas como The Smiths – e Que país é este? 1978 / 1987 (EMI-Odeon, 1987), inventário do cancioneiro de Russo na época da banda punk Aborto Elétrico, gravado para a banda ganhar tempo enquanto resolvia uma crise de inspiração do líder messiânico e começava a gerar repertório inédito para um próximo álbum.

O cronograma inicial dessa nova turnê prevê a realização de oito shows, de setembro a novembro deste ano de 2018, nos Estados Unidos e no Brasil. Não será surpresa se tal cronograma for sendo estendido até roçar as cerca de 100 apresentações da turnê Legião Urbana XXX anos porque o repertório dos álbuns de 1986 e 1987 são ainda mais empáticos do que o do disco seminal de 1985.

Com André Frateschi nos vocais, a Legião Urbana pode ser considerada outra banda. Mas o show jamais pode parar. Os Titãs tampouco são os mesmos com apenas três dos oito integrantes da formação clássica do grupo paulistano. O grupo inglês Queen também arrastou multidões com outro cantor no posto de Freddie Mercury (1946 – 1991).

Citando título de canção norte-americana de 1946, there's no business like show business... No bom e no mau sentido. Por isso mesmo, a indústria da música jamais fica com os motores desligados e, no caso da Legião Urbana, isso significa continuar em cena mesmo sem o líder messiânico Renato Russo. Contudo, se Dado e Bonfá arrastam legiões em shows, isso acontece somente porque um dia houve Renato Russo.


Portal G1

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