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Brasil e Japão devem aprofundar cooperação em ciência e tecnologia

A cooperação bilateral em ciência e tecnologia entre Brasil e Japão ganhou novas possibilidades de aprofundamento.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e o embaixador do Japão no Brasil, Satoru Satoh, planejaram, nesta quarta-feira (8), os próximos passos da parceria e desenvolvimento de pesquisas em espaço, mar e tecnologias da informação e comunicação (TICs).

Esses são os possíveis temas da 5ª Reunião do Comitê Conjunto Brasil-Japão para Cooperação Científica e Tecnológica, a ser realizada em Brasília. "A minha sugestão é que possamos desenvolver um plano de ação para elevar a nossa cooperação a um nível ainda mais alto", disse Kassab, ao propor um trabalho conjunto da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MCTIC com a Embaixada do Japão.

"O ministério se coloca à disposição para dar continuidade construtiva a essa parceria, que se estabeleceu em 1984", disse o ministro. O embaixador Satoru Satoh destacou os quase 33 anos da assinatura do Acordo sobre Cooperação no Campo da Ciência e Tecnologia.

"Considerando essas parcerias bem-sucedidas na área espacial, em pesquisa marinha e em TICs, gostaríamos de realizar o quanto antes a 5ª Reunião do Comitê Conjunto", propôs, ao recordar que o Japão promoveu a quarta edição do encontro em novembro de 2015, em Tóquio, com ênfase em agricultura, biotecnologia, ciências espaciais e marinhas, prevenção de desastres naturais e TICs.

Tradição

O embaixador citou como exemplo de sucesso os projetos para uso de imagens do satélite japonês Alos para monitoramento de desastres naturais e desmatamento ilegal no Brasil. "Agora, estamos com o Alos-2", informou. "Se pudermos dar continuidade a essa cooperação espacial, seria interessante."

Ele recordou o lançamento, em janeiro, do Ubatubasat – equipamento construído por estudantes do ensino fundamental da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, de Ubatuba (SP), a partir da Estação Espacial Internacional, a bordo do módulo experimental Kibo JEM, operado pela Agência Espacial Japonesa (Jaxa, na sigla em inglês).

O Japão é um dos principais parceiros do Brasil em projetos de cooperação técnica. Uma das iniciativas mais bem-sucedidas é o Programa de Cooperação para o Desenvolvimento Agrícola da Savana Tropical de Moçambique (ProSavana), desenvolvido em conjunto com a Embrapa.

O sistema nipo-brasileiro de TV digital (ISDB-T) é resultado de parceria tecnológica entre os dois países. Essas parcerias são indicadores da capacidade de realização conjunta do Brasil e do Japão.

Portal Brasil
http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2017/03/brasil-e-japao-devem-aprofundar-cooperacao-em-ciencia-e-tecnologia

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